Ele nunca havia procurado pelo amor. Mais fechado, vivia um dia por vez e evitava pensar no futuro, ainda mais em relacionamentos.
Era um dia de sol quando ela decidiu ir ao parque curtir a natureza e esvaziar a cabeça dos problemas do dia-a-dia.
Ele decidiu ir ao parque andar de skate, como sempre fazia. Mas dessa vez, por coincidência ou destino, foi ao mesmo parque que ela.
Os dois andavam por aí, quando passaram um pelo outro. A troca de olhares foi tão intensa que ele caminhou até ela e parou em sua frente.
Eles caminharam até um parquinho ao lado e conversaram por horas. Tinham tanto em comum, que nem viram o tempo passando.
Quando perceberam, a noite havia caído e já passava da hora de ir embora, mas a vontade de continuar lá era tanta, que eles não deram muita importância para o relógio.
Ela deixou que ele a levasse em casa e quando ele pediu, passou seu número de telefone. Na hora de dormir, ele rolava de um lado para o outro da cama sem conseguir tirar o sorriso dela da cabeça
Já em casa, ela tinha a certeza de que, finalmente, havia encontrado o menino perfeito. E torcia muito para que o celular tocasse.
Alguns dias se passaram e nada aconteceu. Ela esperava, mas com uma pontinha de impaciência: seria possível que ele não tivesse sentido aquela conexão entre eles?
Com o tempo, a esperança foi embora e ela continuou sua vida com uma dorzinha no coração, e a impressão de que havia perdido a melhor oportunidade de sua vida
Um dia, ela estava em casa quando o celular tocou: era um número desconhecido. "To aqui fora, vem me ver?". Seu corpo inteiro gelou quando ela ouviu a voz rouca dele ao telefone. Aquilo estava mesmo acontecendo?
Ela abriu a porta e ele estava ali parado, segurando o buquê de flores mais lindo que ela já tinha visto.
Ela se jogou nos braços dele e ele a beijou. Foi como se o mundo parasse e tudo se encaixasse. Ela sentiu que finalmente havia encontrado o lugar ao qual pertencia.
Autor Revista Capricho




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